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ARTIGOS

Por uma Cultura vocacional

 

Entendemos por cultura um conjunto de modos construído pela humanidade; é uma realidade que abrange todo nosso modo de viver, sentir, enxergar e compreender o mundo ao nosso redor. Possuir uma cultura vocacional, é antes, sentir-se chamado pelo batismo e cultivá-lo na missão da Igreja. A exortação Ecclesia in Europa ressalta que a concretização vocacional é o dever de toda uma comunidade cristã. Pois todo batizado é vocacionado, e assim, deve empenhar-se em realizar esta ação da Igreja para sua vida e para o futuro.

São João Paulo II foi quem popularizou a Cultura Vocacional, no dia 08 de setembro de 1992, fazendo referência em sua mensagem direcionada ao 30° Dia Mundial de Oração pelas Vocações, destacando que: Esta cultura da vocação é a base da cultura da vida nova que é a vida de gratidão e gratuidade, de confiança e responsabilidade; no fundo, a cultura é o desejo de Deus que dá a graça para apreciar o próprio homem, e constantemente afirmar sua dignidade contra tudo o que pode oprimir o corpo eo espírito.(n° 2)”

É uma proposta que procura readquirir a cultura dos valores e alcançar o interesse pelas questões da vida nas pessoas. Porém, o tempo passou e percebemos as mudanças que ocorreram na sociedade e na Igreja. Mas, será que fomos capazes de acompanhá-las? Daí a necessidade de organizar uma pastoral vocacional que, integre e envolva as comunidades, promovendo um discernimento sobre os valores fundamentais da vida e que se concretize com a resposta que cada um dá a Deus. É fazer com que cada um descubra a vida como um chamado.

Uma comunidade que possui essa cultura não se fecha em si mesma e nem numa vocação específica, mas se dedica em mediar o chamado de Deus nas pessoas. É promover, cultivar e discernir a cultura da vida. A crise nas vocações específicas é decorrente da carência dessa cultura vocacional. Muitos de nossos jovens não se sentem mais atraídos aos sacramentos, e consequentemente este ‘ser Igreja’ também vai morrendo; e aquela que deveria ser ‘a assembleia dos chamados’ se desfigura na sociedade, pois se perde o sentido de pertença. Basta pedir ao jovem de hoje uma referência para comprovar este dado. Bento XVI já nos afirmava que “somos uma Igreja da atração!” Por isso se fala de uma mudança de metodologia no campo vocacional (vivência da cultura vocacional).

Para difundirmos e vivenciarmos uma cultura vocacional, o Documento de Aparecida nos apresenta cinco passos oportunos: 1° Encontro com Jesus Cristo; 2° Conversão; 3° Discipulado; 4° Comunhão; 5° Missão (DAp 278). A Evangelli Gaudium confirma estes passos: “quando a Igreja faz apelo ao compromisso evangelizador, não faz mais do que indicar aos cristãos o verdadeiro dinamismo da realização pessoal.” (EG 10). A comunidade cristã é o primeiro ambiente onde se desponta a profecia, a novidade e a radicalidade. O serviço vocacional só trará frutos se for um serviço das vocações e para as vocações!

Portanto, esta cultura vocacional deve ser intrínseca ao homem; e estabelecê-la é assumir um caminho, do qual, cada batizado se sinta participante do discipulado. Bento XVI afirmava que “o testemunho suscita vocações!” O primeiro trabalho vocacional é a felicidade na realização da própria vocação. É a transmissão de valores do chamado que Deus nos faz e que impulsiona a ação de toda a Igreja, em suas pastorais e movimentos, nos diversos ministérios e serviços, através do testemunho!

 

Hiago Igor

Seminarista da teologia

 

Arquidiocese de Maringá






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