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ARTIGOS

A MISSA: Conhecendo e celebrando

A missa é um tema que permeia os conteúdos catequéticos que preocupa muito os catequistas que se veem, quase "desesperados", para fazer com que seus catequizandos participem dela. Mas, como "ensinar" a missa? Como fazer com que nossos catequizandos "se encontrem" na liturgia?


Falar sobre a missa nos encontros de catequese é necessário. Mas, precisamos tomar cuidado para não passar a Liturgia da missa como uma "lição" ou um "ponto" a ser aprendido. Antes de ser um assunto a ser "dissecado" em partes, a missa precisa ser "Celebrada", "Vivida" em toda a sua plenitude como um momento de contemplação e oração. A missa então, precisa ser mais "compreendida" na sua vivência, do que "ensinada". A Missa é muito mais uma Oração Contemplativa, do que de conteúdo a ser aprendido.

Contemplação? "Ah! As crianças não são capazes disso!"... Podem dizer alguns. Sim, a criança de hoje infelizmente não é educada para o silêncio e a contemplação. Mas, não significa que ela não é capaz disso! 

Entre os traços mais admiráveis da criança educada num ambiente favorável, está aatenção contemplativa. Que não é outra senão a atenção espontânea e natural da criança. Toda criança é capaz de "contemplar". É observando que elas aprendem, "vendo acontecer", no entanto elas precisam ser incentivadas nesta atenção, preparadas para se abrir ao novo e ao diferente, àquilo que lhes desperta "sentimentos" e emoções.

A pedagogia, neste caso, deveria antes de tudo ser a arte de favorecer os esforços do espírito na sua grande aventura de se associar com a matéria, aquilo é físico e visível; aventura que comporta alternância de êxitos e fracassos comparáveis às do dia e da noite, da saúde e da doença, da alegria e do sofrimento. Estas alternâncias, são muito reais, não só na vida das pessoas mais "espirituais", quanto na vida das pessoas mais afastadas da fé e, por que não? Na vida das Crianças! A liturgia não despreza ninguém, ela se dirige a todos, a grandes e pequenos, a fervorosos e fracos, a sábios e insensatos.

É esta talvez, a lição suprema da Liturgia, enquanto ciência da educação espiritual. Muitas vezes, almas perturbadas ficam sem apoio algum, porque a psicologia moderna, cada vez mais influenciada pelo materialismo, procura explicar tudo pelo estado físico ou pelo turbilhão dos instintos. Então, a ciência recomenda  repouso, receita remédios, favorece o recolhimento e o egocentrismo, sendo que estas almas atormentadas precisam é de uma mão firme que as tome e as eleve acima das tempestades físicas e psíquicas, para as colocar na presença de Deus: presença inacessível aos sentidos, mas perceptível à fé.

E nisso a liturgia também se preocupa. Busca nos "sentidos" trazer a pessoa ao estado de contemplação, fazendo-a "sentir", o que vê, o que escuta, o que aspira, o que toca sua pele: A luz do sol atravessando os vitrais, o perfume do incenso e das flores, o calor e a luz de uma vela, o toque de um respingo de água benta...

É o que faz a liturgia, ela não ignora as preocupações das pessoas, admite suas misérias e transforma-a em motivo de confiança. Não despreza os sentimentos, antes os eleva a um estado de contemplação, de resposta aos seus anseios.

Fonte
http://www.catequistasemformacao.com/2015/10/a-missa-conhecendo-e-celebrando.html





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