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ARTIGOS

Espiritualidade Inaciana

Espiritualidade Inaciana


"O que sacia e satisfaz a alma é sentir e saborear todas as coisas"

Santo Inácio de Loyola 

Sentir e saborear, implica um envolvimento da pessoa em sua toalidade de alma e de corpo, sensibilidade, emoções e afetos inclusos. Evoca o "provai e vede como o Senhor é bom"(Sl 34,9). Brota espontâneo o pensamento do dom da sabedoria, o mais perfeito e mais precioso dos dons do espírito: o dom que, aperfeiçoando a virtude da caridade, ilumina a inteligência e conduz a uma saborosa cognição das coisas divinas, inflama de amor e enche de alegria, proporciona não só conhecer, mas também entender e ficar altamente estimulados, saber e também vibrar, ter resoluta e entusiástica vontade de passar para a ação e ser fiéis, apesar de eventuais e insurgentes dificuldades. (Pietro schiavone, 2009)
 
Espiritualidade é uma forma concreta de viver a fé que surge, normalmente, a partir da experiência de alguém que se deixou “tocar” pelo Espírito de uma forma nova. É próprio de cada espiritualidade dar relevo a algum aspecto específico do modo de viver de Jesus.

Ao longo de uma vida atribulada e crescentemente atenta à presença de Deus, Inácio de Loyola escreveu o livro dos Exercícios Espirituais, um itinerário espiritual “para ajudar as pessoas que procuram e desejam seguir a Jesus Cristo no serviço do Reino de Deus”.  Esta espiritualidade é hoje seguida por um grande número de pessoas, congregações religiosas e movimentos de leigos.

A finalidade da Espiritualidade Inaciana é nos ajudar a fazer uma experiência pessoal de Deus, vivendo e atuando no mundo. Tal espiritualidade se revela como “encontro” que nos des-centra, nos des-loca, nos faz conscientes do que nos cerca e nos lança a um compromisso de transformação deste mundo, segundo o sonho do mesmo Deus. Mais ainda, a espiritualidade inaciana nos recorda que a revelação de Deus tem lugar no “reverso” da história, fora da cidade, em meio à margem e ao mundo da exclusão.

A grande originalidade de Inácio se encontra, em primeiro lugar, na aventura da descoberta do “mundo interior”, esse mundo desconhecido e surpreendente, que é o coração, onde acontece o mais importante e decisivo de cada pessoa. Inácio descobre que toda pessoa possui dentro de si uma profundidade que é seu mistério íntimo e pessoal. Por isso, “viver em profundidade” significa “entrar” no âmago da própria vida, “descer” até às raízes da própria existência e chegar à corrente subterrânea. Aqueles que mergulham na profundidade do oceano interior ficam fascinados pelo esplendor daquilo que contemplam. O coração de cada um é habitado de sonhos de vida, de futuro, de projetos; ele é a sede das decisões vitais, o lugar das riquezas pessoais, onde se encontram os dinamismos do crescimento, de onde partem as aspirações e desejos fundamentais.

Por outro lado, quem experimenta o encontro com o Deus vivo e amoroso, começa a “ver” os homens e as mulheres no mundo como Deus mesmo os vê. Por ter-se encontrado com o “Deus que desce”, a pessoa torna-se mais comprometida com a realidade, sobretudo com os mais pobres, os mais sofridos e excluídos. Ela passa a “olhar” o mundo como “sacramento de Deus”.

O caminho oferecido pelos Exercícios Espirituais é um instrumento único e original que desperta no ser humano a consciência gradual da própria identidade, da legítima autonomia, do discernimento responsável, da esperança ativa; suscita uma nova atitude diante dos desafios do mundo, não como um mero espectador da história, mas como um ator responsável e otimista, agente de transformação da realidade pessoal e coletiva.

Em síntese, a espiritualidade inaciana apresenta uma contribuição original que nos motiva e nos prepara para o compromisso com a realidade mais cotidiana da nossa existência.

Até a época de Inácio, todo aquele que se sentisse chamado à santidade deveria naturalmente afastar-se do mundo e de seus perigos e buscar refúgio no deserto, nas montanhas ou nos conventos. Santo Inácio não se afastou do mundo para encontrar Deus; ele fez a “experiência” do Deus agindo no mundo; aí O encontra e caminha com Ele. O mundo não é só o “habitar” da sua missão: é sobretudo a fonte da sua espiritualidade, o lugar onde encontrar Deus e escutar o seu chamado. Da experiência de “amar a Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus”, nasce uma espiritualidade radicalmente “mundana”, de contemplação do mundo e de ação no mundo.

Inácio “via Deus em todas as coisas” e começou a pensar “porque” e “como” chegar à santidade. É característico da espiritualidade inaciana encontrar a Deus na vida cotidiana, ou seja, no dia-a-dia da vida familiar, no exercício da profissão, nas decisões éticas. Contemplativa na ação, a espiritualidade Inaciana busca encontrar Deus “no mundo”, percebido não como uma ameaça ou como objeto de conquista, mas como um dom pelo qual Deus nos faz participar D’Ele mesmo.

É importante observar que a espiritualidade inaciana também faz referência à necessidade das “experiências fundantes”, esses tempos densos de síntese pessoal, tempos de forte iluminação interior, tempos que desencadeiam uma tensão dinâmica de inspiração espiritual, tempos que marcam toda a vida. A partir do “sentimento agudo do absoluto de Deus” podemos reconhecer que o específico da espiritualidade inaciana é encontrá-Lo nas mediações: o trabalho, o ofício ou a vida acadêmica, a relação familiar.

Santo Inácio assinala agudamente o sentido de nossa oração e de toda nossa vida espiritual: “para que cresça e suba de bem a melhor” (EE.331). É com essa disposição de ânimo que ele nos convida a fazer a passagem de uma espiritualidade de momentos densos, pontuais (eventos) para uma espiritualidade de seguimento em todos os momentos e circunstâncias da vida, uma espiritualidade das chamadas “realidades cotidianas”. Pondo-nos na escola de Inácio, é aqui, neste mundo, que Deus nos chama a estender o seu Reino, trabalhando cada dia como companheiros de Jesus que passam, observam, curam, se compadecem, ajudam, transformam, multiplicam os esforços humanos. Santo Inácio nos ajuda a descobrir na realidade do mundo e da história os “sinais dos tempos” e a entrar em comunhão com tudo.

Acesse:http://www.centroloyola.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21&Itemid=15

O núcleo contemplativo da oração e de toda vida cristã é um relacionamento com Deus.
O que é um relacionamento com Deus?

Relacionamentos só se desenvolvem quando as pessoas envolvidas prestam atenção umas às outras. Baseados na tradição cristã, presumimos que Deus está assumindo a sua parte no relacionamento, está prestando atenção ao orientando, olhando para ele ou para ela. A pessoa que está sendo orientada, terá que também prestar atenção ao Senhor. Essa não é uma questão complexa, mas tampouco será fácil. Existe, antes de mais nada, a dificuldade que nós, seres humanos, temos de prestar atenção a qualquer outra pessoa. E há, então, a dificuldade de estar atento à presença de Deus, visto que somos continuamente distraídos por várias coisas e por Deus ser um Deus invisível, misterioso e Todo-Poderoso.


O que faz um orientador espiritual?


Em qualquer listagem cuidadosamente elaborada, haverá lugar para:
- Escuta empática;

- Atenção;

- Afirmação:

- Ajuda em esclarecimento;

- Fazer perguntas no momento certo;

- Oferece ajuda ao acompanhado para que ele reconheça as atitudes afetivas que influenciam sua posição em relação a Deus;

- Ajudar o acompanhado a prestar atenção a Deus à medida que ele se revela;

- Ajudar o acompanhado a reconhecer suas reações e a decidir quais as suas respostas a esse Deus.

http://ramosnavideira.blogspot.com.br/p/acompanhamento-espiritual.html?m=1





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