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ARTIGOS

53° Dia Mundial de Oração pelas Vocações

 

No próximo domingo, 17 de abril, dia em que celebramos o 4° domingo da Páscoa, ocasião em que o mundo inteiro unifica suas orações por todas as vocações da Igreja, convido-vos a refletir um pouco sobre este belo dia e sobre a mensagem que o Papa Francisco direciona a nós em prol desta data.

Este é o 53° dia mundial de oração pelas vocações, o qual possui como tema: “Igreja, mãe de vocações!”. Papa Francisco destacou muito bem a importância deste dia, ao afirmar que: “a Igreja é a casa da misericórdia e também a terra onde a vocação germina, cresce e dá fruto.” Sabemos que toda vocação nasce de um chamado de amor de Deus por nós, dum encontro livre do Deus que chama e do homem que dá a sua resposta. Tal resposta de amor impulsiona o homem à misericórdia divina; portanto podemos afirmar que a verdadeira vocação é aquela que parte de um olhar afetuoso de Jesus para com os seus, ou seja, somos chamados a ser extensão do amor e da misericórdia, geradores de vida e de esperança.

Toda ação misericordiosa promove no homem o anseio de evangelizar e de testemunhar. Para melhor vivermos nossa vocação, somos inseridos numa comunidade cristã (por meio do batismo), que é a nossa família de fé. Vale a pena ressaltar que as primeiras comunidades cristãs receberam o testemunho de fé e experimentaram da misericórdia do Senhor. Acreditar na Igreja é isso, não só enxergar como lugar para exprimir a fé, mas sentir-se ‘pertença’ de tal fé; um exemplo bem simples são os sacramentos, que nos levam a viver e aprofunda-nos no Mistério do Senhor.

Mas podemos nos perguntar: afinal, onde e como Deus nos chama? Para quê? Cada um de nós fazemos as nossas experiências do chamado de Deus em nossas vidas, pois Ele chama a todos de várias formas e em diversas condições e contextos. Mas uma coisa é primordial no Seu chamado: o caráter comunitário. Quando Deus nos chama, Ele nos chama para algo e este algo não é regalia própria da pessoa, mas sim, um serviço de amor e misericórdia para o próximo. E este serviço é uma característica de pertença da Igreja, e somente quando discernimos bem tal chamado, é que Ele nos chama a uma vocação especifica. Com toda certeza, muitos de nós viemos de experiências comunitárias, em nossas comunidades paroquiais, sejam elas os carismas de pastorais e movimentos, mas a comunhão eclesial motivou a uma vocação. Um verdadeiro ‘discípulo’ vivendo bem a dimensão comunitária consegue vencer qualquer obstáculo de vida fraterna, e aqui posso citar alguns: individualismo, relativismo, indiferença, egoísmo...

 O Papa destaca a importância da comunidade apontando para o comprometimento, o cuidado e discernimento vocacional maduro. Cita o exemplo dos apóstolos que tiveram de escolher o sucessor de Judas Iscariotes e estes reuniram os irmãos da comunidade (At 1,15), da mesma forma, para a escolha dos 7 diáconos (At 6,2).

Pois bem, fiquemos aqui com os termos relacionados ao tema: NASCER, CRESCER e SUSTENTAR.Quando plantamos uma semente frutífera não esperamos simplesmente ela nascer, mas sim, os seus frutos. É com eles que nos contentamos. Então, quando somos chamados, o ‘sentido’ de Igreja se faz necessário; pois nenhum padre é padre especifico de um movimento, de uma pastoral ou ainda de uma única comunidade, mas sim, é padre da e para a Igreja. A eclesialidade deve ser bem compreendida para uma boa integridade e diálogo cristão. Aqui encontra-se o sentido de que a vocação nasce na Igreja. É aqui que o (a) vocacionado (a) irá encontrar espaços para crescer e se aperfeiçoar, conviver com os irmãos e aprender com eles.

O crescer se dá pela experiência do conhecer a eclesialidade, daí os meios básicos são importantes: catequese, experiências periféricas de pastorais; fazer campos de missão, tendo o contato com as mais diversas realidades; o (a) vocacionado (a) deve aproveitar destes espaços de formação humana e cristã, aderindo ao sentido de pertença eclesial, pois todos nós batizados somos Igreja, e assim sendo, somos vocacionados.

O sustento se dá também pela comunidade, após os passos iniciais, tendo alcançado um amadurecimento de ideais experiências; o compromisso e o itinerário vocacional não acabam por aqui, mas se concretizam e motivam ao serviço e a formação permanente. Um exemplo claro de sustento é o de Paulo e Barnabé, que nos Atos dos Apóstolos (14,27) relata o retorno e o testemunho à comunidade de origem. A comunidade será sempre a referência do sustento, é um movimento ‘vai-vem’; pois é partindo da comunidade do anúncio e testemunho que sentimos a necessidade de ‘abastecer-nos’ do que ali encontramos: força, comunhão, fraternidade, aprendizado, mas acima de tudo, o amor e a misericórdia.

Papa Francisco reforça que “a maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações e da ação educativa e de acompanhamento daqueles que sentem o chamado de Deus. [...] mãe das vocações pelo contínuo apoio daqueles que consagraram a vida ao serviço dos outros.”Que possamos também nós, aderirmos cada vez mais à Igreja de Deus; uma Igreja servidora porque é misericordiosa para com todos; uma Igreja animada e entusiasmada por gerar seus filhos e inseri-los na comunidade.

 

Autor: Hiago Igor - 3º Ano de Teologia e Coordenador Arquidiocesano do Serviço de Animação Vocacional (SAV).

http://www.seminarioarquidiocesanomga.com.br/artigos/9/53%C2%B0-dia-mundial-de-oracao-pelas-vocacoes/





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