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ARTIGOS

JMJ: JUVENTUDE, FORÇA TRANSFORMADORA

A juventude é a idade do desabrochamento, da ruptura, da busca de autonomia e da independência. De modo convencional, entende-se juventude como a etapa da vida na qual seria desenvolvida uma somatória de potencialidades práticas, intelectuais, psicológicas, afetivas, espirituais e morais da vida humana. 

 

A juventude é a etapa da transição, das grandes definições e opções. É o momento dos grandes sonhos. Do imediatismo. Da impaciência. Normalmente é a fase da vida marcada pela busca frenética do novo.

 

Não dá para se afirmar que existe um único tipo de jovem. Os jovens não são todos iguais. Estão metidos numa multiplicidade de situações. São trabalhadores e desempregados. São empobrecidos. São mais abastados. Batalhadores, por necessitarem de “um lugar ao sol”. Acomodados, por serem “filhos de papais”. Urbanos e rurais. Engajados e articulados em tribos. Politizados e alienados. Críticos e manipulados pelo sistema. 

 

Neste mundo complexo, o jovem encontra seu espaço de liberdade, mas também experimenta a solidão e o anonimato. Afirma sua autonomia, mas ainda depende em muito, de seus familiares. Forçado pelo sistema do capitalismo de corte neoliberal vê-se envolvido em uma rede de satisfações falsas e superficiais. “Curte” o momento. “Fica” porque entende que “o amor é infinito enquanto dura”. 

 

Marcado pelo narcisismo da pós-modernidade, caminha para o “individualismo eletrônico”. Mergulha no mundo da dependência química, tentando buscar alívio para o fosso de seu vazio existencial. No mundo do jovem, devido a esse amplo contexto de tensão entre o ser e o não ser, o ter e o não ter, figura a mudança de referenciais. 

 

Os sistemas tidos como tradicionais, familiar, social, político, religioso, são questionados e, com frequência, não mais aceitos. Como encarar esse quadro do jovem de hoje?

 

É necessário refazer um novo projeto de pessoa humana. Centrado não no ter para acumular, mas no ser para realizar-se. Afinal, existimos para uma vida de qualidade em que as coisas, os bens estão aí para criarem relações de solidariedade entre pessoas e fazer com que haja, para todos, um nível de existência melhor. Na vida há valores e realidades que transcendem o ter para acumular e comercializar. 

 

O exercício contínuo do amor generoso, gratuito e oblativo é caminho para a criação de um projeto de vida e de sociedade, cuja lei maior é a abertura para o outro, especialmente para as pessoas que vivem marginalizadas e são descartadas. 

 

O amor generoso será traduzido, especialmente para o jovem, em comprometimento com as grandes causas humanitárias, a defesa da vida, a ecologia, a oposição a todo tipo de corrida armamentista, a luta pelos direitos humanos, entre outros. 

 

Essas e outras causas maiores tornam-se terrenos férteis para o exercício continuado de ações que transformam tão ao molde da força da juventude em geral e de cada jovem em particular.

 

 

                                                 Ir. M. Helena Teixeira






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