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ARTIGOS

50 anos de martírio de Ir. Theresa Simons, Religiosa da Instrução Cristã

                                                                           

                  Bunia, 17 de novembro de 1964.

            No dia 29/10/1964 os missionários belgas, Religiosas e Padres foram presos e levados pelos rebeldes para uma prisão.

            Desde o início da rebelião Ir. Theresa  tinha muito medo, dizia: “basta uma bala” e era verdade. Na prisão, ela teve um pouco de congestão pulmonar, e a madre superiora foi autorizada a passar, junto com Ir. Tereza, alguns dias no noviciado das Irmãs Servas de Jesus. Lá, Ir. Tereza se preparou para a morte. Ela se confessou e, meditava muito sobre os mártires Bajanda. Leu o diálogo dos Carmelitas, procurava sensivelmente dominar seu medo.

Os rebeldes voltaram para nossa casa, na véspera de sua morte. Na passagem da noite de 16 para 17 de novembro parecia muito calma. Quando após o ataque do 1º grupo, às escuras, se encontravam 12 irmãs em um canto da sala, perto das janelas. Ir. Teresa estava ao meu lado. Simbas (grupo dos rebeldes) chegavam a todo o momento, com o objetivo de separar umas das outras. “Nós formamos um verdadeiro cacho humano.” Ch

oviam tiros, e de vez em quando eu reconhecia a voz de uma de minhas irmãs. Por volta de uma (01) da manhã, o coronel volta, com homens armados e, pega os padres e as irmãs numa confusão indescritível. Primeiro, atiraram para cima e, em seguida, na direção do grupo de irmãs aglutinadas, em “cachos” bem apertados. De repente, houve-se um barulho, um disparo de uma metralhadora perto de mim. Um grito dolorido deformando a voz de nossa irmã Teresa, que disse: “minhas pernas”. O coronel foi embora e mais simbas chegaram. Irmã Teresa ficou sentada apoiada contra as costas da Irmã Rafaela, que devido à precária luminosidade ignorava ainda quem era ela.

             As irmãs conversavam com a Irmã Teresa que estava se preparando para morrer, quando, então, disse: “digam adeus aos meus pais”. Depois ainda falou: “estou perdendo todo o meu sangue”.  Em seguida, percebi que a bala havia atingido as duas pernas, quase na altura dos joelhos, rompendo a artéria femoral.

            Peguei, então, o véu dela e o amarrei nas suas pernas em vista de conter a hemorragia, mas já era tarde demais. Mais homens voltaram armados e a Irmã Teresa nos disse: “Eu ofereço meus sofrimentos para que ninguém vos capture”.             Depois, cada vez que os simbas chegavam ela começava a gemer para chamar atenção deles, a fim de desviar a atenção deles... Eles ficaram admirados ao verem tanto sangue. Pela manhã às 6h30, ela disse: “tenho sede”. Um rebelde levou um pouco de água, ela tomou um pouco e, em seguida, vomitou. Já era seus últimos momentos, uma vez que a  hemorragia foi  séria demais. Ela ficou meio inconsciente.

            Por volta das 8h, depois das últimas humilhações, eu caminhava em direção à caixa de medicamentos e voltei para enfaixar as pernas dela e dar-lhe uma injeção. O Padre Steves administrou a injeção. Eu peguei um pequeno crucifixo, ela o beijou e murmurou algumas palavras: “deixe-me morrer perto de vocês”. Qualquer sentimento de temor ou de medo tinha desaparecido. Ela estava em paz

            Pe. Stevens Frans relata: Tive a felicidade de conhecer essa religiosa radiante.  Ouvi alguns murmúrios seus na hora do sofrimento: digam adeus aos meus pais. E ainda: tudo por vós, meu Deus, e para a salvação do Congo.. E, no entanto, ela sofreu muito. Sua perna esquerda estava fraturada em vários pontos, quando, então, foi levada ao hospital pelos rebeldes, onde morreu ao lado da Irmã Geneviève. Deu pequenos suspiros e sua alma foi elevada a Deus. Encontra-se sepultada no pequeno cemitério de Bunia.

 

            Com esse relato nós, Religiosas da Instrução Cristã, dizemos: Obrigada Ir. Teresa pelo seu testemunho de fé e obediência à vontade de Deus, assim como sua vida entregue e doada até o martírio, sobretudo pela causa dos empobrecidos. E, como diz Santo Inácio de Antioquia: “Que o sangue dos mártires seja sementeira de futuros cristãos” e futuras vocações. E, como você, Ir. Teresa, pedimos a Deus a graça de vivermos, hoje: “tudo por vós, meu Deus e pela salvação das juventudes”.






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