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ARTIGOS

Sou capaz de amar?

“A sexualidade é um componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, se comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano.” (Sexualidade humana, verdade e significado)

Dizia uma experiente religiosa que “o coração é terra onde ninguém pisa”! Frase que, por tantas vezes, calou nos corações juvenis que se indagavam sobre a bela e difícil arte de amar (não é mesmo Raphael?). Mas, afinal, de onde vem esse sentimento que se apodera de tal forma e toma conta dos pensamentos e ações? Como ele se traduz?

A maior beleza do ser humano é, justamente, o que dá sentido a sua vida: a capacidade de amar e ser amado. É na sexualidade que se traduz esse jeito inexprimível de ser divino e humano ao mesmo tempo. É na potencialidade do amor que se experimenta, no concreto da vida, a presença de Deus que ama! Por isso, uma sexualidade saudável se constrói no (a) jovem que se sente amado (a). Mas não se nasce sabendo amar! E é aqui que se inicia uma bonita e longa jornada: a do amor!

Toda criança aprende a arte de amar, primeiramente, pelos pais, sendo amada! É no amamentar, no trocar, no dar banho, no sorrir, no falar, nos limites e nas regras... que ela tem (na primeira infância) as primeiras lições, através dessas situações, nas quais se sente amada. É esse, também, o primeiro contato com o amor de Deus: o amor dos pais! Esse amor começa a ser “estocado”, como um grande reservatório de água que vai se enchendo, sendo preenchido e, à medida em que a criança cresce, ela deixa o egoísmo (próprio do momento), pois se sente amada, para viver uma nova fase de sua vida: ser capaz de amar alguém! Portanto, a sexualidade saudável é aquela em que o (a) jovem se valoriza, se cuida, se gosta, se acolhe, se aceita, se ama, porque foi e se sentiu amado (a) por primeiro! Assim, é capaz de gostar do (a) outro (a), da família, dos (as) amigos (as), de alguém de forma especial. E para alguém especial não se cuida de qualquer forma, se cuida com amor, com carinho, como cuidaram dele (a), porque quer fazer o (a) outro (a) feliz e não a si mesmo (a)! Essa é a lógica do amor: sair de si para fazer o (a) outro (a) feliz e, consequentemente, a outra pessoa, se sentindo querida, também sairá de si mesma para retribuir o amor!

Agora, quando a criança não se sente amada, por qualquer motivo que seja, principalmente na infância, por seus pais, as marcas ficam, as carências se instalam, podem se tornar grandes demais e dominar todos os relacionamentos. Aí, passa-se a viver, agir e pensar, inconscientemente, a partir das próprias carências, porque a necessidade de se sentir amado (a) é muito grande. E tudo se torna motivo para preencher esse vazio existencial na vida juvenil: drogas, bebidas, sexo, redes sociais, coisas, consumismo, pessoas, ciúmes, sentimentos de posse, vitimismo. Com isso, os relacionamentos se tornam doentios, seja na família, amigos ou casais. Fazem-se coisas impensadas, imagina-se situações, loucuras são fantasiadas, se exige tudo, ameaças de morte, tira-se a vida, há traições, sensações de sufoco, mantem-se relações de dominação, de poder, de nunca ceder por nada, porque no fundo o (a) jovem precisa se sentir amado (a)!

Mas Deus quer sempre o MELHOR para seus (suas) filhos (as): quer o respeito, o companheirismo, o perdão. Deus quer que os (as) jovens se amem a semelhança Dele que corrige, perdoa, demonstra o amor, se doa e se entrega. E a sexualidade é o que há de mais belo e propício no (a) jovem, para isso! É o que o (a) torna semelhante a Deus: a capacidade de sair de si para amar o (a) outro (a)! É o que o (a) torna ser humano (a). É o que o (a) faz se relacionar com Deus e com todas as pessoas. Como que a sexualidade pode ser algo ruim ou feio?

Por isso, a sexualidade passa pelo respeito ao jeito de ser do outro, independente de quem seja essa pessoa (pai, mãe, irmão, amigos (as), namorado (a)). Nada de ser superior, de mandar, dominar ou sufocar. O senhorio de Deus, a dominação Dele é cuidado, é construir juntos, é ser companhia, é estar ao lado, não à frente ou atrás. É, muitas vezes, deixar o projeto pessoal para assumir um novo projeto, o NOSSO projeto de vida, que, em alguns momentos, requer a renúncia de um projeto egoísta para que o COMUNITÁRIO seja construído.

Assim, não se pode permitir transformar a sexualidade juvenil que é linda e sagrada, em algo feio e desumano, porque “Deus viu tudo o que tinha feito e era muito bom”! (Gn 1,31).

 

Questões para ajudar a leitura individual ou o debate no grupo

·       Você se sente capaz de amar alguém?

·       As juventudes de hoje sabem o que é amar?

·       Como você, jovem, vivencia a atitude de amar?

·       Quando se pergunta “O que é sexualidade?” o que vem a sua mente?

·       Você, jovem, já se perguntou o que significa a sua sexualidade para você, para as pessoas, para Deus e para a construção do Reino?

·       Essas reflexões encontram repostas dentro de você, na sua vida e na sua caminhada cristã?

Irmã Lucilia Dias Furtado, ric

Religiosa da Instrução Cristã, Pedagoga

e Especialista em Juventude no mundo contemporâneo.

 

 






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